Quem sou eu

Pedro D. Franco – Idealizador e coordenador do Projeto Prisma

Sou bacharel em Comunicação Social e mestre em História Social da Cultura pela PUC-Rio. Também tenho mestrado em Estudos Interdisciplinares com ênfase em Educação e Psicologia pela NYU. Atualmente moro em Nova York, onde faço doutorado em Psicologia Social e Organizacional na Universidade de Columbia. Sou bolsista pelo Centro Internacional Morton Deutsch de Cooperação e Resolução de Conflitos, onde integro o Dynamical Conversations Lab e coordeno o Polarization Detox Challenge. Co-autor de A Crise da Política Identitária e O Livro Proibido: Totalitarismo, Intolerância e Pensamento Único na Universidade, autor de Ideologia e Mitologia: História, Símbolos, Política e Religião em Eric Voegelin. Estou há mais de 10 anos buscando entender as causas e consequências da polarização ideológica em contextos diversos.

Minha história

O caminho que me levou a inaugurar o Projeto Prisma começa por volta de 2013 – ano em que, poderíamos dizer, as ‘guerras culturais’ realmente explodiram no Brasil. Na época eu ainda trabalhava como produtor e editor de séries e filmes documentários, e passei um bom tempo documentando e acompanhando de perto alguns dos movimentos sociais que começaram a surgir naquele turbilhão. A experiência me deixou cada vez mais fascinado – e, por vezes, aterrorizado – com o quanto nosso raciocínio crítico e capacidade de dialogar podem ser comprometidos pelas lentes político-ideológicas que trazemos conosco. Fiquei tão absorvido por esse problema que acabei abandonando minha carreira na indústria audiovisual e me investindo na trajetória acadêmica para estudá-lo em tempo integral.

 

Escolhi começar essa jornada em um mestrado focado em História Intelectual na PUC-Rio, onde eu procurei investigar a relação entre religião e política na história das ideias e, mais especificamente, como que ideologias políticas se tornam uma forma de ‘religião’ substitutiva na era moderna. Foi um mergulho em um mundo teórico e filosófico que norteia meu trabalho ainda hoje, mas minha atenção rapidamente se voltou para um problema bastante concreto na medida em que eu percebi o quanto que a polarização e tribalismo ideológico que avança sobre o nosso debate público também se manifesta com vigor dentro da universidade.

 

Foi aí que comecei a pesquisar sobre projetos e organizações que buscam promover tolerância intelectual, diversidade ideológica e discordância construtiva dentro da universidade – e a perceber que, infelizmente, esse tipo de iniciativa é rara no Brasil. Enquanto me esforçava para divulgar as organizações e pesquisas existentes em outras partes do mundo para o público brasileiro, resolvi também me dedicar a um segundo mestrado – dessa vez focado em psicologia e educação, e dessa vez nos EUA, onde eu poderia estudar mais de perto o trabalho que estava divulgando. Minha ida aos EUA também tinha o propósito de importar alguns dos modelos e recursos disponíveis nessa área aqui para o Brasil. Foi dessa ideia que surgiu o Projeto Prisma.

 

Meu engajamento nessa área resultou em artigos, capítulos de livro, cursos, entrevistas e apresentações em diversas conferências e painéis acadêmicos. Consegui também firmar parcerias para pesquisar e fornecer consultoria para faculdades e órgãos estatais sobre as estratégias disponíveis para lidar com a polarização política em ambientes educacionais. Paralelamente, eu também tenho pesquisado e publicado sobre como programas de diversidade e inclusão tanto no meio empresarial quanto instituições de ensino se beneficiariam ao focar também na promoção da tolerância ideológica (ver meu capítulo em A Crise da Política Identitária).

 

Buscando aprofundar esses projetos e aprimorar a minha metodologia, me juntei recentemente ao programa de PhD em Psicologia Social e Organizacional na Universidade de Columbia sob a orientação do professor Peter T. Coleman, um dos maiores especialistas mundiais em resolução de conflitos e polarização política. Minha pesquisa continua voltada para o desenvolvimento de intervenções educacionais que nos ajudem a navegar por diferenças ideológicas de forma mais saudável e produtiva. Eu espero que o Projeto Prisma sirva como plataforma para divulgar não apenas o meu trabalho, mas também de outros especialistas trabalhando nessa área para que possamos ajudar mais brasileiros a lidar com os desafios desses nossos tempos polarizados.

 

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